Ricardo Murad aceita debate na Assembleia sobre denúncias contra Saúde do Maranhão

















Diante da grande repercussão da matéria da revista IstoÉ sobre problemas na área da Saúde no Maranhão,e ainda em função da movimentação de parlamentares oposicionistas para convocá-lo, o secretário de Estado da Saúde Ricardo Murad, resolveu comparecer àquela Casa.

Em contato ontem com a coluna, Ricardo Murad informou que solicitou uma audiência especial na Assembleia Legislativa para que seja realizada uma ampla discussão sobre as questões que envolvem a sua pasta. A Comissão de Saúde marcou a sessão para o próximo dia 13 de setembro, quando Murad será sabatinado,principalmente, sobre as denúncias de fraudes em licitações apresentadas ao país pela IstoÉ.

Desde a veiculação das denúncias, a oposição já havia tentado por diversas vezes solicitar informações ao secretário sobre o programa Viva Saúde, mas a bancada governista não permitia a convocação, rejeitando os requerimentos. Agora, por iniciativa do próprio secretário, a Assembleia Legislativa vai ter a oportunidade de fazer um amplo debate sobre a área da Saúde no Maranhão.



Fonte: Jornal Pequeno

Turismo recebe R$ 3 mi para bancar projeto de interesse de Sarney













Leandro Colon, enviado especial de O Estado de S.Paulo


MACAPÁ (AP) - Um projeto do Ministério do Turismo que, segundo a Polícia Federal, seria de interesse do senador José Sarney (PMDB-AP) recebeu R$ 3 milhões do governo e nunca saiu do papel. No inquérito, o convênio é apelidado de "Amapá 2". A polícia trata o contrato, ainda em vigência, como "fraudes em andamento"."Em diversas interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, é possível perceber a preocupação dos investigados com este convênio que chamam de Amapá 2", diz relatório da PF obtido pelo Estado.

Trata-se, segundo o inquérito, do contrato firmado pelo Ministério do Turismo com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), entidade de fachada que é pivô do esquema investigado. O convênio, no valor total de R$ 5 milhões, foi assinado para "Implantação de processos participativos para Fortalecimento da Cadeia Produtiva de Turismo do Estado do Amapá", mas nunca existiu de fato. A ONG tem sede em uma sala num pequeno centro comercial de Macapá.
Esse contrato foi assinado por Frederico Silva da Costa, atual secretário executivo do ministério, preso pela PF sob acusação de envolvimento no esquema. Segundo o inquérito, o Tribunal de Contas da União (TCU) também investiga esse contrato.
Na quinta-feira, 11, o Estado revelou uma gravação feita pela PF com autorização da Justiça em que o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, preso na terça-feira, manifesta preocupação com um eventual cancelamento do contrato que, segundo ele, seria de "interesse" de Sarney.
Na conversa com sua chefe de gabinete, Colbert diz que o projeto é ligado à deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP). No diálogo, ocorrida na tarde de 28 de julho, Colbert afirma: "E tem que ver aquela obra lá do Amapá, aquela lá da Fátima Pelaes, daquela confusão do mundo todo que é interesse do Sarney. Tá certo? Que se cancelar aquilo, aquilo tá na bica de cancelamento, enfim, algumas que eu sei de cabeça, assim. Cancela aquela, pega Sarney pela proa, já vai ser mais confusão ainda, ok?".
Emendas. Fátima é autora das duas emendas para o Ibrasi, que, por indicação da deputada, assinou dois convênios com o Turismo. O primeiro, de R$ 4 milhões, deu origem ao inquérito que levou à Operação Voucher. O segundo, de R$ 5 milhões e apelidado de Amapá 2, foi incluído na investigação pelo Ministério Público Federal após se identificar que o projeto nunca existiu.
Ao analisar num relatório sigiloso o teor da conversa entre Colbert e a assessoria, a PF afirma: "Abadia, assessora de Colbert, fala sobre o cancelamento de convênios de 2007, 2008 e 2009 que ainda não iniciaram. Colbert afirma que precisa analisar os de 2009 para decidir quais serão realmente cancelados, citando alguns exemplos, entre eles o Amapá 2, dizendo que seria problemático cancelar, pois seria do interesse de Sarney". E continua: "Conclui-se, assim, que o período analisado ajudou a desvelar os motivos pelos quais os funcionários do Ministério do Turismo não acompanharam devidamente a execução do convênio sob investigação, deixando ocorrer várias irregularidades em sua execução."
Uma gravação telefônica mostra os diretores do Ibrasi, Luiz Gustavo Machado e Maria Helena Necchi, preocupados com um possível cancelamento deste segundo convênio com o Turismo. Os dois foram presos pela polícia. "Eles querem cancelar o dois mesmo", diz Luiz Gustavo, relatando o teor de uma reunião com Antônio dos Santos Júnior, assessor de Frederico Costa. "O advogado que sugeriu que a gente continuasse, porque é até um atestado de culpa parar", respondeu Maria Helena. "Bom, mas eles que vão parar porque eles vão cancelar, então é problema deles", disse Luiz Gustavo.
(Estadão)
Veja também:
Fonte: Jornal Pequeno 

Feliz Dia dos Pais















Ser pai é ser criança,
aprendendo e vivendo sempre coisas novas e boas
Pois só assim é que se cresce

Ser pai é ser filho,
seguindo e trilhando os rumos traçados pelos pais
Pois eles só querem o nosso bem

Ser pai é ser irmão,
sendo um pai dos filhos mais novos e mais velhos
Pois desta maneira se treina para paternidade

Ser pai é ser amigo,
compreendendo e ajudando os amigos que precisam de um pai
Pois eles retribuirão com gratidão

Ser pai é ser avô,
observando e encaminhado os filhos a serem bons pais
Pois eles conseguirão a maturidade

Ser pai é ser mestre,
espalhando a sabedoria e seus conhecimentos
Pois é assim que se constrói um mundo melhor

Ser pai é ser pai,
orientando e encaminhado os filhos a seguirem o bom caminho
Pois só assim se obtém a felicidade

Ser pai é ser como Cristo,
educando e praticando seus ensinamentos
Pois é assim que se conquista a benção de Deus.

Tiririca diz que Câmara é uma fábrica de loucos.

Oito meses depois de assumir o mandato, o palhaço Tiririca já sabe responder o que faz um deputado federal, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta quinta-feira da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha). 

"É uma pessoa que trabalha muito e produz muito pouco".
Isso porque a Câmara, na opinião dele, "é uma fábrica de loucos. Uma fábrica de loucos".
Ele conta que os parlamentares muitas vezes varam as madrugadas em discussões intermináveis em que "ninguém escuta ninguém". 

Com o slogan "Vote por Tiririca. Pior que tá não fica", o palhaço que fez carreira no circo e na televisão foi o deputado mais votado em São Paulo, na eleição de 2010, com 1,350 milhão de votos.
Francisco Everardo Oliveira Silva, "Tiririca", nascido em 1965 no Ceará.
Leia a coluna completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

Confirmado: Parlamentares de oposição visitarão hospitais de Roseana ‘na UTI’

Supostas irregularidades no processo licitatório e fraudes nos repasses feitos a empreiteiras na execução da construção dos 72 hospitais do Programa Saúde é Vida, conforme denunciou a revista IstoÉ da semana passada, motivou um grupo de deputados e membros da oposição a decidir, em reunião realizada nesta segunda-feira (18) na Assembleia Legislativa, fazer uma visita in loco aos hospitais, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e as unidades de saúde do estado.

Durante o encontro foi deliberado pelos presentes que as visitas da comissão – não institucional – já iniciam na manhã desta terça-feira pelas unidades estaduais em São Luís.

Os locais escolhidos foram o Hospital Carlos Macieira (Ipem), PAM Diamante, PAM Cidade Operária, Centro de Saúde Genésio Rêgo (Vila Palmeira) e a UPA do Parque Vitória, que ainda não se encontra em funcionamento.

Da reunião participaram o deputado federal Domingos Dutra (PT), os deputados estaduais Rubens Júnior (PCdoB), Marcelo Tavares (PSB), Bira do Pindaré (PT), Cleide Coutinho (PSB), Gardênia Castelo (PSDB), Carlinhos Amorim (PDT), além de representantes sindicais e jornalistas de oposição.

Todos os parlamentares foram enfáticos ao afirmar em seus discursos que o sistema de saúde do governo Roseana está em colapso e que é necessário a intervenção, urgente, dos órgãos fiscalizadores estaduais e federais em face dos inúmeros escândalos de corrupção e irregularidades denunciados diariamente. A idéia também é levar a força-tarefa para verificar o descaso em outros setores do governo. Seria importante que os outros deputados de oposição, que se ausentaram deste primeiro encontro, também se engajassem nessa iniciativa.


Blog: John Cutrin


Governo e oposição se enfrentam por conta da denúncia da revista 'Isto É', será que vai ter CPI ???????

Deputados querem visitar os 72 hospitais do programa 'Saúde é Vida'
 
POR JORGE VIEIRA

As bancadas do governo e da oposição voltaram a se enfrentar ontem, por conta das denúncias de fraude nos processos licitatórios dos 72 hospitais do programa “Saúde é Vida”, feitas pela revista “Isto É”, e da resposta do secretário de Saúde, Ricardo Murad, publicada na imprensa local.
O líder da oposição, Marcelo Tavares, classificou de ‘tresloucada’ a nota oficial da Secretaria de Saúde e apresentou novos dados, não mostrados pela revista, sobre um aditivo ao contrato com a Proenge 

Engenharia publicado no dia 12 de abril de 2009.
O deputado afirmou que Murad fez um novo aditivo ao contrato da Proenge Engenharia, empresa contratada para acompanhar a construção dos 72 hospitais do programa Saúde é Vida, elevando para cerca de R$ 50 milhões o volume de recursos. Tavares assegurou que a empresa foi contratada com dispensa de licitação por R$ 5,7 milhões, e depois fez um contrato de R$ 17 milhões, que foi aditivado, chegando a quase R$ 30 milhões.

De acordo com o líder do BPO, agora o secretário de Saúde prorrogou o mesmo contrato, elevando o volume de recursos para cerca de R$ 50 milhões. O deputado afirmou que o valor corresponde a três vezes o que foi denunciado na matéria, “Os 72 hospitais de Roseana na UTI”, publicada pela “IstoÉ”.
Tavares comparou que, enquanto o governo do Estado gasta cerca de R$ 50 milhões para a Proenge acompanhar as obras dos hospitais, o custo geral da construção das 72 unidades chega a apenas R$ 142 milhões. O líder do BPO disse ainda que aceita participar de uma visita aos hospitais em construção, mas não abre mão de propor a suspensão do contrato com a empresa; se for o caso requerer a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI); ou realizar a convocação de quem for necessário.
Segundo o parlamentar socialista, trata-se do maior contrato para a fiscalização de uma obra pública no Estado. “Todo o contrato para a construção dos hospitais chega a R$ 148 milhões. Só a fiscalização da Proenge vai custar quase R$ 50 milhões”, condenou.

O debate em torno da denúncia e da resposta do governo monopolizou toda sessão plenária. Vários parlamentares se manifestaram sobre o assunto para condenar ou defender o programa “Saúde é Vida”.
Magno Bacelar (PV) leu, na tribuna, a nota oficial do secretário de Saúde e sugeriu que seja formada uma comissão de deputados para visitar os 72 hospitais que estão sendo construído pelo Estado. Todos concordaram com a sugestão, mas falta marcar a data.

A defesa do governo coube ao deputado Roberto Costa. Ele iniciou questionando a credibilidade da publicação e pontuou todos os itens da denúncia, fazendo um comparativo com as respostas apresentada por Ricardo Murad.

Para o parlamentar governista, alguns fatos apresentados pela revista não condizem com a realidade. “A IstoÉ afirma que apenas 12% do cronograma foram cumpridos, quando mais de 70% das obras físicas estão prontas. Em 2012 todos os hospitais serão concluídos”, garantiu. “Vamos fazer a visita pra comprovar os fatos”, defendeu Roberto Costa.

Costa contestou a informação da revista, de que o relatório da Procuradoria do Tribunal de Contas acusa o governo de fraudar o processo licitatório e de contratar sem licitação a empresa Proenge Engenharia. “Não há nenhuma obra do Programa Saúde é Vida que não tenha sido legalmente licitada. E a empresa Proenge foi contratada por meio de processo licitatório regular (concorrência 007/2009) para elaborar os projetos executivos, que não podem ser confundidos com projetos básicos”, declarou o deputado.

Segundo Roberto Costa, não existe irregularidade no contrato com a Proenge. “Todos os seis lotes foram objeto da concorrência Pública nº 0001/2009. Os lotes 01,02,03 e 06 tiveram concorrentes e os vencedores foram as empresas Construtora Guterres, Construtora Geotec e Construtora Console. Ao contrário do que afirma a matéria, a Dimensão Engenharia já concluiu cinco dos 12 hospitais contratados, e dos sete restantes, cinco estão com 90% das obras realizadas e dois com 60%”, afirmou o deputado.

Tréplica – A tréplica do líder da oposição veio em um aparte. “Só para clarear o raciocínio do deputado Roberto Costa, a Proenge foi contratada duas vezes pela secretaria de Saúde para fazer a mesma coisa. A primeira, conforme consta no Diário Oficial de 29 de outubro de 2009, com dispensa de licitação. Não diga que ela foi contratada por licitação, porque por licitação foi só o segundo contrato para fazer a mesma coisa que ela foi contratada no primeiro, reafirmou Tavares.

Diante dos discursos pró e contra o governo, o deputado Bira do Pindaré (PT) defendeu a sugestão de Magno Bacelar, para que uma comissão de deputados visite os hospitais e apresente o relatório em plenário, “porque realmente eu me espantei com a informação do secretário Ricardo Murad, de que 70 por cento das obras estão concluídas”, enfatizou o petista.
Para o deputado Neto Evangelista (PSDB), é de suma importância os parlamentares irem in loco olhar os hospitais para saber como eles estão porque quando a Frente Parlamentar em Defesa da Baixada Maranhense foi à região, testemunhou em todas as reuniões a reclamação geral contra a não continuidade dos hospitais.

O líder do bloco governista, deputado Stênio Resende (PMDB), parabenizou a defesa da nota oficial de Ricardo Murad pelo deputado Roberto Costa “porque trouxe com muita clareza a contestação dos fatos que a revista IstoÉ apresentou de modo equivocado no sentido de colocar em dúvida a população do Estado e do país, contra o programa Saúde é Vida, que é o maior programa de saúde investido hoje em qualquer Estado do país”, discursou.

Fonte: Jornal Pequeno

Ricardo Murad se defende das acusações de suposto fraude nas licitações dos 72 hospitais.



                                 














SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE – NOTA OFICIAL

Com relação à matéria publicada pela Revista ISTOÉ, na Edição nº 2177, de 29 de julho de 2011, sob o título “Os Hospitais de Roseana na UTI”, esclarecemos que no momento difícil em que se encontra a saúde no Brasil, o Maranhão, com grande esforço para seu parco orçamento, escolheu a saúde como prioridade e fez um programa audaz no país na construção de 72 hospitais, o que está sendo feito, e que até junho de 2012 serão todos inaugurados e colocados em funcionamento, para benefício do povo maranhense.

Este é o Programa Saúde é Vida, que está construindo 72 hospitais e 10 Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s); e inclui a ampliação e modernização da rede estadual de saúde para a realização de procedimentos de alta complexidade; a implantação de 155 novos leitos de UTI, e parcerias com as prefeituras que já dispunham de hospitais, para reforma, ampliação e reequipamento de suas unidades.


Trata-se de um programa arrojado e inovador, único na história da medicina do Maranhão, voltado ao bem-estar da população maranhense, o qual obedece rigorosamente às exigências legais.

É por este motivo que entendemos existirem equívocos e imprecisões na reportagem, os quais necessitam ser esclarecidos:


1. Não é correto afirmar que apenas 12% do cronograma de obras foram cumpridos. Na realidade, dos 72 hospitais, 70% das obras físicas estão concluídas e até junho de 2012 todas estarão prontas. Das 10 UPAs, nove estão prontas e uma em fase de conclusão. Ainda em 2011 todas as UPAs entrarão em funcionamento e 42 dos 72 hospitais estarão equipados e em operação. Nos casos em que houve atraso na execução das obras, os contratos foram rescindidos, novamente licitados e as ordens de serviço emitidas. Dos 155 novos leitos de UTI, 80 já estão ativados, 45 entrarão em funcionamento nos próximos 120 dias e os 30 restantes no primeiro semestre de 2012. Todos os equipamentos necessários ao funcionamento das 42 novas unidades que entrarão em operação este ano já foram adquiridos.


2. Não houve qualquer obra do Programa Saúde é Vida que não tenha sido legalmente licitada, conforme documentos comprobatórios apresentados pela Secretaria de Saúde ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Este conjunto de documentos esclarece que os projetos básicos dos 64 hospitais de 20 leitos foram elaborados pelo corpo técnico da Secretaria de Estado da Saúde, conforme demonstram ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica) registradas no Crea-MA. A Empresa Proenge foi contratada por meio de processo licitatório regular (concorrência 007/2009) para elaborar os projetos executivos, que não podem ser confundidos com projetos básicos, assim como para gerenciar e fiscalizar a execução da construção das novas unidades.


3. Não está correta a informação publicada na reportagem de que foram repassados recursos para empresas que não construíram hospitais. Todos os seis lotes foram objeto da Concorrência Pública nº 001/2009. Os lotes 01, 03 e 06 tiveram concorrentes e os vencedores foram as empresas Construtora Guterres, Construtora Geotec e Construtora Console, respectivamente. Nos lotes 02, 04 e 05 não apareceram interessados, o que levou a administração pública a contratar as empresas Lastro Engenharia, JNS Canaã e Dimensão em consonância com o que dispõe o art. 24, inciso V, da Lei de Licitações. A Dimensão Engenharia já concluiu oito dos nove hospitais. A Lastro Engenharia já concluiu cinco dos 12 hospitais contratados e, dos sete restantes, cinco estão com 90% das obras realizadas e dois com 60%. O contrato da JNS Canaã foi rescindido pela Secretaria de Estado da Saúde em função do atraso no cronograma físico-financeiro. À época da rescisão, a empresa havia concluído 50% das obras. Nova licitação foi realizada, a empresa vencedora já foi contratada e a ordem de serviço emitida com previsão de término dos serviços em abril de 2012.

São Luís, 02 de agosto de 2011.

RICARDO MURAD

SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE.


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Observãções do Blog:  


1ª Observação: O relatório não é da revista Istoé, não senhor, o relatório foi feito pela controladoria de contas e foi detectado irregularidades;

2ª Observação: Vejam a suposta data de entrega dos hospitais """Abril de 2012""" muito próximo de começarem as campanhas das eleições municipais. Será que vão usar de novo os coitados dos hospitais para serem "escadas eleitoreiras" como foram os "72" em 2010 ?????????

Eita maranhão, quando será que tu irá ter a liberdade?  

Relatório da Procuradoria de Contas aponta irregularidades na licitação e pede a devolução de repasses de R$ 3,6 milhões feitos a empreiteiras na construção dos hospitais de Roseana.

Relatório da Procuradoria de Contas aponta irregularidades na licitação e pede a devolução de repasses de R$ 3,6 milhões feitos a empreiteiras
CLÁUDIO DANTAS SEQUEIRA
Da IstoÉ
Quem percorre o interior do Maranhão se surpreende com a quantidade de esqueletos de grandes obras abandonadas e expostas ao tempo. Várias delas estão em municípios humildes como Marajá do Sena, Matinha e São João do Paraíso. São hospitais públicos inacabados do programa Saúde é Vida, principal bandeira da campanha de reeleição de Roseana Sarney (PMDB). Com apenas 12% do cronograma cumprido desde que foi lançado há dois anos, o projeto já tem um custo superior a R$ 418 milhões e corre o risco de virar mais um imenso monumento à corrupção. Relatório da Procuradoria de Contas maranhense, obtido com exclusividade pela IstoÉ, acusa o governo de fraudar o processo licitatório, pede a devolução de parte dos repasses e a aplicação de multa ao secretário de Saúde, Ricardo Murad, cunhado da governadora.
A investigação dos procuradores Jairo Cavalcanti Vieira e Paulo Henrique Araújo, a partir de representação do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão (Crea-MA), revela um cipoal de irregularidades e mostra como o governo beneficiou empreiteiras que depois abasteceram o caixa de campanha do PMDB com mais de R$ 2 milhões.

Os problemas começaram no segundo semestre de 2009, quando o governo de Roseana resolveu lançar o Saúde é Vida. Mesmo sem previsão orçamentária, a governadora conseguiu incluir o programa no Plano Plurianual e entregou sua execução ao cunhado. Murad, alegando urgência, contratou sem licitação a empresa Proenge Engenharia Ltda para a elaboração dos projetos básico e executivo. Os procuradores descobriram que, na verdade, o projeto básico já tinha sido elaborado por técnicos da própria Secretaria de Saúde.
A mesma Proenge venceu, logo depois, um dos lotes da concorrência 301/2009 para a construção de 64 hospitais de 20 leitos. O edital da obra indicava que as empreiteiras vencedoras deveriam elaborar o projeto executivo dos hospitais. Ou seja, a empreiteira acabou recebendo duas vezes para prestar o mesmo serviço. No total, a Proenge recebeu R$ 14,5 milhões.

Para os procuradores do TCE maranhense, que questionam o caráter emergencial da contratação, “os valores pagos à empresa Proenge constituem lesão ao erário e devem ser objeto de ressarcimento”. Eles calcularam em R$ 3,6 milhões o total que deve ser devolvido.
As ilegalidades não param aí. A construção dos hospitais de 20 leitos foi dividida em seis lotes, mas três deles simplesmente não entraram na licitação. Foram entregues a três empreiteiras diferentes: Lastro Engenharia, Dimensão Engenharia e JNS Canaã, que receberam quase R$ 64 milhões em repasses e nem sequer construíram um hospital. A JNS Canaã é um caso ainda mais nebuloso. Os procuradores afirmam que a empreiteira, filial do grupo JNS, teve seu ato constitutivo arquivado na Junta Comercial do Maranhão em 24 de novembro de 2009, dias antes de fechar contrato com o governo.

A primeira ordem bancária em nome da JNS saiu apenas quatro meses depois, em 16 de abril de 2010. Sozinha, a empresa recebeu R$ 9 milhões, não concluiu nenhum dos 11 hospitais e teve seu contrato rescindido por Murad. Antes, porém, a mesma JNS doou R$ 700 mil para a campanha de Roseana, por meio de duas transferências bancárias, uma de R$ 450 mil para a direção estadual do PMDB e outra de R$ 300 mil para o Comitê Financeiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

A Dimensão Engenharia e Construção Ltda., outra das contratadas sem licitação, foi ainda mais generosa ao injetar R$ 900 mil no caixa do partido durante a eleição. A Lastro Engenharia, por sua vez, repassou aos cofres peemedebistas mais R$ 300 mil. A empresa conseguiu dois contratos com dispensa de licitação: a reforma do Hospital Pam-Diamante, em São Luís, e a construção de hospitais de 20 leitos. Além disso, foi uma das vencedoras da disputa (licitação número 302/2009) para erguer unidades de saúde com 50 leitos. Esses contratos foram aditivados em 25% (o limite legal previsto pela legislação). Ao todo, a empreiteira faturou R$ 58 milhões. O uso do limite para elevar o valor dos contratos foi utilizado também por outra construtora, a Ires Engenharia, o que alertou os procuradores do TCE.

“Chama a atenção o fato de o valor acrescido aos contratos coincidir até nos centavos com o valor limítrofe previsto em lei. A impressão que se t em é que ou o valor originariamente contratado foi equivocado ou os aditivos foram firmados sem critério estritamente técnico”, escreveram no relatório.
Para o deputado Domingos Dutra (PT), os problemas no programa Saúde é Vida vão além do anotado pelos procuradores. Um levantamento das ordens bancárias de 2010 mostra uma série de repasses redondos que, segundo Dutra, “indicariam a prática de caixa 2 para abastecer a campanha de Roseana.”

A Dimensão Engenharia, por exemplo, recebeu R$ 1 milhão em 19 de julho. Três dias antes, a empreiteira Console apresentou fatura de R$ 2 milhões. No mesmo dia, o governo pagou mais R$ 1 milhão à Geotec e R$ 1,5 milhão à Guterres, que no dia 22 recebeu mais R$ 500 mil. A JNS teve três repasses redondos: R$ 300 mil e R$ 50 mil em 16 de abril e R$ 1,5 milhão em 16 de julho. A Lastro teve um repasse de R$ 1,5 milhão; a Proenge, dois repasses de R$ 600 mil e R$ 300 mil; e a Ires Engenharia, um pagamento de R$ 1 milhão.

“Nenhuma empresa emite nota fiscal pela prestação de serviços com números redondos”, afirma Dutra. “Geralmente são valores fracionados, até em centavos, como vemos nas dezenas de outras ordens de pagamento.” O parlamentar encaminhou petição ao Ministério Público Federal e à Controladoria-Geral da União.

Além dos indícios de corrupção e do uso das obras para angariar dividendos políticos, o deputado federal Ribamar Alves (PSB) ataca a concepção do Saúde é Vida, que, segundo ele, contraria determinações do próprio Ministério da Saúde sobre a construção de hospitais em cidades com menos de 30 mil habitantes.

“Essas prefeituras não têm dinheiro para a manutenção desses hospitais nem médicos suficientes ou demanda”, afirma Alves. Ele estima em R$ 500 mil o custo mensal para a manutenção dessas unidades, valor acima da soma dos repasses do Fundeb, do SUS e do Fundo de Participação dos Municípios. “Sem gente nem dinheiro, esses hospitais vão se transformar em imensos elefantes brancos”, diz Alves.

O parlamentar lembra que a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou requerimento do deputado Osmar Terra (PMDB/RS) para convidar Murad a prestar esclarecimentos sobre o programa e outros problemas na área da saúde. “Ele tem muito o que explicar”, afirma. Procurado por IstoÉ, o secretário de Saúde do Maranhão não se manifestou até o fechamento da edição.

Fonte: Jornal Pequeno

11 pessoas comentaram no "Fraudes põem sob suspeita os hospitais de Roseana"

  1. 1
    Giba
    Bem o rombo vai continuar sem problemas e nenhuma investigação por parte das autoridades competente.
  2. 2
    LAGO
    O POVO TEM O GOVERNANTE QUE MERECE!
  3. 3
    nelio
    O Maranhão é um país dentro do Brasil. Onde o governo faz o q ñ deve, e ñ faz o q deveria fazer. Parabéns maioria inguinorante q votou em quem sempre afundou e vai continuar afundando o maranhão.
  4. 4
    arturjr
    se fosse o velhinho ja teria sido algemado, como foi o zé reinaldo, mas como se trata dessa sra não vai dar em nada
  5. 5
    miguel Alves Lima, economiario
    Isso é apenas a ponta do ICEBERG. Vemos também na rede de comunicação mentirosa do grupo e alidados, propagandas pagas pelo povo, sobre um Maranhão asfaltado que chega a ser um absurdos. No início do lançamento da propaganda ela citava a estrada de sitio novo a montes altos, Imperatriz João Lisboa entre tantas outras que não foram concluídas. Na nossa região pessoas adoencem na pueira e buracos e essa senhora possa de boa administradrora.
    Acredito em Deus e um dia o povo do Maranhão vai dar um basta nessa vergonha nacional.
  6. 6
    robson moraes
    Ora o Hospital do IPEM, a governadora começou uma reforma e não deu mais continuidade estar totalmente abandonado, além da falta de atendentes no setor de urgencia e ambulatorio para atender os servidores. É só mentiras ou seja propaganda enganosa. [em][strong]
  7. 7
    Robson Moraes
    Essa mostragem de aparelhos é só propaganda, mesmo se fosse verdade cade o material homano para operar os aparelho cirurgicos Tem que fazer é concurso público. Deixa de mentir!
  8. 8
    Antonio
    Vem olhar o Hospital de Lago dos Rodrigues. Vem ver se ele Agüenta, mas um Inverno sem contar a falta de médicos e pessoal qualificado.
    Esse hospital é lugar pra passeio lugar de técnicos (a) de enfermagem atualizar os Babados das últimas balas de pedreiras ou de lago da pedra. Kkkk é uma vergonha pra nossa cidade.
  9. 9
    sergio, empresario
    NÃO ADIANTA ESBRAVEJAR VC JÁ VOTARAM NA SARNEYLÃNDIA AGORA QUEREM RECLAMAR, ELES ESTÃO ROUBANDO É POUCO.
  10. 10
    KOKA
    NÃO FOI ATÔA QUE ZERO GRAU LEGITIMOU ESSA FRALDE E 0,003% DOS VOTOS VÁLIDOS A ELEGERAM. AI ESTA A RESPOSTA E A RAZÃO DE TUDO DO QUE SÃO PAPAZES DE FAZER, E IRÃO FAZER MUITO MAIS, COMO ELA MESMO DIZ: DE VOLTA AO TRABALHO
  11. 11
    Inácio Augusto de Almeida
    Quando será que vão construir um escorregador, destes que encontramos nas pracinhas e que servem para as crianças brincarem, sem ter maracutaia na licitação?
    Seria bom que um dia os jornais publicassem: OBRA CONSTRUÍDA SEM SUPERFATURAMENTO.
    Será que pedir isto é pedir o impossível?
    A verdade é que o "por fora" já passou a fazer parte da despesa da obra. Virou praxe.
    E tome impostos e impostos no lombo dos contribuintes. Contribuintes que os ladrões do dinheiro público chamam de otários.